PM cegou Gabriela, 16, negou socorro e depois riu dela

A estudante Gabriella Talhaferro, 16 anos ficou cega de um olho, o esquerdo e em reportagem feita por Eduardo Dias para io Yahoo! Notícias afirmou que sua lembrança do ocorrido é a seguinte:

“Eles debocharam de mim enquanto eu sangrava, não me prestaram socorro”

O que aconteceu naquele dia? Houve um baile funk em Guaianases, que fica no final da Zona Leste de São Paulo e na madrugada de domingo, dia 10 de novembro, um policial do Batalhão de Polícia Militar Metropolitano disparou uma bala de borracha que acertou o olho da moça.

Kelly Talhaferro, mãe de Gabriella, recebeu a equipe do jornal A Ponte em sua residência, um apartamento duplex em Itaquaquecetuba, cidade de São Paulo e concedeu sua versão do ocorrido.

A jovem ainda está muito traumatizada e se emocionou diversas vezes no decorrer da entrevista, afinal ela perdeu completamente a visão do olho esquerdo.

A jovem afirma que ainda não entendeu bem como tudo aconteceu e que não quer, em hipótese alguma, voltar à escola, onde cursa o Ensino Médio, este ano. Ela prefere perder o ano do que voltar, no momento em que está mais do que sensibilizada e tentando aceitar sua nova condição.

A versão de Gabriella Talhafero

Durante a entrevista ela contou o quanto é vaidosa e que era sua segunda ida ao baile funk. Falou também da felicidade que estava antes de sair de casa para encontrar outros 15 amigos e seguir para o “Baile Beira Rio”, festa de rua que reúne centenas de jovens.

Ela não tinha ideia de que naquele dia não iria acontecer o baile e que um PM estava no local para impedir sua formação. Os amigos e a moça decidiram ficar por ali, ainda que não fosse ter baile porque não havia mais transporte coletivo que os levasse para casa. Iriam aguardar que voltassem, foi quando um policial começou a dispersar pequenos grupos na região. Eles até tentaram ir embora, uma vez que os policiais estavam munidos de bombas, mas sem condição de ir para casa, decidiram ficar em frente a uma adega e quando se agruparam no loca, o disparo aconteceu.

“Eu estava em frente a adega quando tomei o tiro. Eles vieram na viatura, pararam na rua e quando virei o rosto o policial atirou. Estavam bem na minha frente. Ele estava dentro da viatura. Nem desceu. Mirou no meu rosto e atirou”, afirma Gabriela.

Vamos aguardar as providências serem tomadas e voltaremos com mais notícias.

Abaixo você vê o documento do Hospital, sobre a condição da moça: