Após suposto caso de estupro de aluno, pais se reúnem com direção do Magnum

Pais e responsáveis foram convocados pela instituição para falar sobre o ocorrido; suspeito foi afastado

Vários pais de alunos da turma do garoto de 3 anos que teria sido estuprado por um assistente do professor de educação física do Colégio Magnum Cidade Nova, no bairro Nova Floresta, na região Nordeste de Belo Horizonte, participam de um reunião na manhã desta segunda-feira (7).

Os pais e responsáveis foram convocados pels instituição de ensino para falar sobre o caso, que está sendo apurado, e informar que o suspeito foi afastado.

Uma mãe que tem filhos na turma do garoto manifestou preocupação com a possibilidade da existência de mais vítimas.

A denúncia revoltou também vizinhos do colégio e pais de ex-alunos. O produtor cultural Wagner Campos, de 49 anos, conta que o filho de 9 anos já fez natação no colégio e defende uma vigilância maior nos banheiros e vestiários das crianças, diante da proibição de câmeras nesses locais.

Conforme noticiou em primeira mão o portal O TEMPO no sábado (5), a Dopcad, Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, está apurando o caso. Mais informações do caso  serão passadas nesta segunda-feira à imprensa pela Polícia Civil.

No sábado, a reportagem conversou com exclusividade com a mãe do garoto que teria sido estuprado. Ela contou que descobriu os abusos depois de perceber um comportamento estranho do filho, que queria beijá-la na boca a todo instante. 

A criança não quis falar o nome da pessoa que a beijava e a mãe a perguntou qual seria a primeira letra do nome dela. Neste momento, o menino falou o nome do assistente do professor de educação física. “Meu mundo caiu”, contou a mãe, sem conseguir segurar o choro. 

Ela contou que quis saber mais o que essa pessoa fazia. “Eu estava sentada no sofá. Ele ficou em pé e pressionou a minha cabeça nas partes íntimas dele”, relatou a mãe, aos prantos.

“Ele disse que manda colocar na boca, manusear. Aí, parei. Não aguentei “, disse a mãe.

Para a pediatra do Hospital Odilon Behrens, referência nesse tipo de atendimento, para onde a delegada encaminhou a criança, o garoto revelou que era abusado pelo suspeito com o dedo, apontando o local do abuso. 

O menino foi submetido ao exame de corpo de delito no IML, que não constatou conjunção carnal, mas que não descartou outra forma de abuso.

A unidade do Colégio Magnum disse  por nota, que está à disposição dos órgãos competentes para apuração do caso.

Mais uma denúncia

Nesse domingo, uma segunda mãe registrou um boletim de ocorrência contra o auxiliar do professor de educação física. Seu filho, um menino de três anos, também teria sido violentado pelo homem durante as aulas no colégio Magnum, no bairro Novo Floresta. 

Aos policiais, a mãe disse que perguntou ao filho se o homem teria encostado no corpo dele em “brincadeiras diferentes”. A criança confirmou e contou que o auxiliar “deu um beijo” no órgão genital dele.

A criança não soube dizer quantas vezes os abusos aconteceram, mas confirmou que foi mais de uma vez, sempre na escola.

Preocupação

A química Débora Ferreira, de 43 anos, tem dois filhos pequenos no colégio, que não são da turma do garoto que teria sofrido abusado. No entanto, ela diss que conhece a mãe da suposta vítima e está muito preocupada.

“Não pode acontecer uma coisa dessas dentro da escola” , disse. Segundo Débora, a mãe do garoto que denunciou o caso está arrasada. “Não come, não dorme”, comentou. Segundo ela, a suspeita é que abusos estariam acontecendo desde abril deste ano.

O engenheiro Júnior Lopes, de 52 anos, entende que o colégio é tão vítima como os pais. Os filhos dele, de 8 e 13 anos, estudam na unidade.

“Imagino que se se fosse a minha filha que estivesse passando por essa situação eu estaria sofrendo igualzinho aos pais desse garoto”, disse.

O engenheiro conta que o filho de 13 anos tinha contato diário com o suspeito e que ele não acreditou quando soube da denúncia.

“Ele (o suspeito) ia às festas dos colegas do meu filho como árbitro. Era uma pessoa aparentemente normal, mas é difícil identificar um psicopata que, no fundo, tem alguma doença”, segundo o engenheiro. 

“Ele seria um monstro se isso for comprovado”, afirmou.

Em entrevista ao programa “Patrulha da Cidade”, da Rádio Super Notícia 91,7 FMo jovem negou as acusações e diz estar com a consciência tranquila.

Fonte: O Tempo