Atriz da Globo expulsa homem de vagão em metrô no RJ

Atriz lamentou existência de lei, mas não deixou de defender o direito das mulheres

Laryssa Ayres, que participou de “Malhação” (2015), e da novela “O Sétimo Guardião” (2018), foi vista na manhã desta quinta-feira, 3, expulsando um homem do vagão feminino do metrô, no Rio de Janeiro (RJ).

Inconformada com a situação, a atriz pediu para que o rapaz tivesse respeito e se retirasse do vagão, que é destinado às mulheres em horários de pico.

“Tem um horário, temos direito. A gente não quer fazer nada com você, estamos pedindo com educação. Esse vagão é nosso e você vai sair. Você tem que respeitar, é o nosso direito”, disse a artista, que recebeu apoio de outras mulheres.

Mais tarde, Laryssa usou seu perfil no Instagram para explicar em detalhes o que rolou. A atriz começou o longo texto defendendo a lei que permite ter um vagão apenas para mulheres, porém, não deixou de exaltar seu desconforto em saber que as mulheres não podem exercer o direito de ir e vir em liberdade.

“Pior que desrespeitarem o vagão feminino, é em pleno 2019 a gente precisar dessa lei.
Podiam todos estar no seu direito de ir e vir sem ser perturbado por ninguém, cada um respeitando o seu quadrado, sem ser invasivo com o espaço do outro. Essa não é a realidade nos transportes públicos, nem nas ruas e muitas das vezes dentro de casa”, começou.

Depois, a famosa explicou como a confusão teve início: “A confusão estava acontecendo longe de mim, mas eu não me aguento. Eu fui até lá e perguntei a uma moça o que estava acontecendo. Ela me disse que ele não queria sair e estava batendo no peito dizendo que não iria sair e que não tínhamos direito nenhum […] A gente falou uma, duas, mais de 30 vezes e nada. Foi necessário ele ver um macho para ele tomar uma atitude de ir embora. Nós éramos 50 vozes pedindo a ele com educação, mas a parada começou a ficar além. O cara tá errado”, escreveu.

A atriz reforçou ainda que não tomou tal atitude para se exibir. “Não quis aparecer. Não preciso disso. Fui mostrar para nós, mulheres, que a gente tem voz. Foi-se o tempo em que a gente abaixava a cabeça para eles. Foi-se o tempo onde, na rua, eles constrangiam a gente e oprimiam a gente. Esse tempo acabou. Hoje, a gente tem a Internet, tem a nossa voz, a gente dá a mão para a nossa amiga e, sim, somos mais fortes juntas”, concluiu.