Cão salvou a vida da tutora após descobrir caso de câncer de mama

Os especialistas sempre alertam que a descoberta de um problema de saúde ainda no começo aumenta consideravelmente a chance de cura. Esse fator se torna ainda mais relevante em um caso de câncer. Recentemente, uma história com uma mulher do Reino Unido viralizou na internet. Afinal, um cão salvou a vida da tutora ao desconfiar de um nódulo.

De acordo com reportagem do Portal Terra, essa situação aconteceu com Amanda Evans-Nash. Ela é moradora da cidade de Prestwich, no Reino Unido. O cachorrinho herói se chama Jimmy e faz companhia à mulher desde os primeiros meses. Além disso, ele recebeu todo o mérito de alertar para uma possível situação de risco de vida.

Como o cão salvou a vida da tutora?

Conforme a reportagem, o animal de estimação passou a ter uma postura muito esquisita. Isso porque ele queria ficar no colo da tutora com muito mais freqüência que o habitual. A partir daí, Jimmy passava a cheirar o tronco e batia as patinhas em uma das mamas.

Devido a movimentação estranha e constante do cachorrinho, a britânica acabou realizando um exame de toque. Neste ponto, Amanda desconfiou da existência de um nódulo em um dos seus seios.

Rapidamente, a mulher marcou uma consulta com um médico e realizou uma biopsia. Dias depois, a tutora recebeu a confirmação de sua suspeita com o diagnostico do câncer de mama.

Em entrevista ao portal de notícias do Reino Unido, Metro, ela declarou que jamais tomaria essas medidas senão fosse a insistência do seu bichinho de estimação.

Tratamento de Amanda

O fato é que o cão salvou a vida da tutora no Reino Unido, uma vez que Amanda já foi considerada clinicamente curada. Antes disto, ela passou por algumas sessões de quimioterapias no decorrer de quatro meses e meio. Isso porque o nódulo se propagou em um curto espaço de tempo.

Além da quimioterapia, a britânica também necessitou se submeter a um processo cirurgia para tirar 29 nódulos. Mesmo com a seriedade do caso, o tratamento foi muito bem sucedido. No entanto, a equipe médica fez questão de frisar que a busca por acompanhamento médico ainda no estágio inicial do problema foi fundamental para a cura da tutora de Jimmy.

Cachorros podem farejar tumores cancerígenos? Ciência tenta explicar!

No Reino Unido, o cão salvou a vida da tutora ao desconfiar de um câncer de mama. Mas, será que os cachorros possuem mesmo a capacidade de farejar resquícios de câncer? O fato é que a utilização do faro destes animais para apontar determinadas enfermidades se tornou uma tendência entre as pesquisas de medicina.

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Bioquímica e Biologia Molecular indicou que os cachorros possuem um olfato extremamente evoluído. Assim, os animais podem usar essa capacidade para descobrir casos de câncer em amostras de sangue. De acordo com o estudo, a precisão é de aproximadamente 97%.

Afinal, os cachorros possuem receptores de cheiros dez mil vezes mais poderosos do que os humanos. Isso faz com que a espécie se torne muito mais sensível a aromas imperceptíveis as pessoas. As conclusões podem conduzir a novas pesquisas para determinar a real capacidade de detecção canina.

Os especialistas entendem que um teste para notar o câncer com ajuda canina poderia salvar milhares de vidas. Além de modificar totalmente a maneira com que a enfermidade é tratada. Essa nova pratica poderia representar uma queda nos valores de exames, procedimentos e tratamentos em geral.

Para a realização da pesquisa, os cientistas utilizaram um modo treinamento com reforço positivo. Quatro cães da raça beagle foram ensinados e notar a diferença entre amostras de sangue normais e amostras com resquício de câncer de pulmão. Ao todo, três cachorros perceberam a presença de algo estranho na amostra doente com 97% de acerto.

No fim das contas, o estudo promovido no começo de 2019 pode abrir novas portas para o tratamento de câncer. Porque os resultados obtidos podem contribuir para o desenvolvimento de novas técnicas e ferramentas de diagnostico dos mais diferentes tipos de câncer.