Médico é preso em flagrante após estuprar rapaz em hospital de BH

Um médico de 54 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (11) apontado como responsável por estuprar um rapaz de cerca de 24 anos. A vítima procurou o profissional a pedido do local onde trabalha. Foi a primeira consulta dele com o profissional, que se identificava como proctologista. No entanto, as autoridades dizem que ele é, na verdade, clínico geral.

De acordo com a Polícia Civil, o paciente contou com riqueza de detalhes que o médico o colocou em uma posição constrangedora e que tocou as partes íntimas dele. A posição, segundo relatou a vítima, era diferente dos demais atendimentos que ele recebeu com outros médicos.

O delegado de plantão responsável pelo caso, Luís Cláudio Freitas Nascimento, da 2ª DP do Barreiro, explicou que a vítima chorou bastante durante o relato.

O atendimento, segundo o delegado, foi realizado no Hospital Luxemburgo, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Por nota (leia na íntegra abaixo), o Instituto Mário Penna afirmou que o “fato mencionado não ocorreu nas dependências do Hospital Luxemburgo e, sim, em um consultório da Medicina do Trabalho que fica no prédio administrativo, localizado fora do hospital”.

“O médico confirma que colocou o paciente de bruços e que tocou nas partes íntimas dele. No entanto, relata que o fez profissionalmente”, conta. Ainda de acordo com o delegado, o médico disse que tocou o rapaz para descomprimir o pênis dele, que estava preso sob o corpo do paciente.

O rapaz explicou durante o depoimento que foi ao hospital a pedido do local onde trabalha. Ele havia dado atestados anteriores por conta de um quadro de hemorroida e os superiores pediram uma avaliação médica.

A Polícia Civil explica que o nome do médico, bem como outros detalhes, não serão repassados por enquanto. É que ainda não há elementos que justifiquem a exposição da imagem dele, como outras vítimas por exemplo. O Instituto Mário Penna informou que o profissional foi “afastado de suas funções até a conclusão do inquérito”.

Agora, a investigação do caso continua. A corporação quer descobrir, principalmente, se há outras vítimas. Um juiz deve decidir se o médico ficará preso ou não. No entanto, o delegado diz que representará pela prisão preventiva dele.

Nota do Instituto Mário Penna:

“O Instituto Mário Penna informa que, em relação à denúncia de abuso sexual divulgada ontem, 11/09, pela Polícia Civil de Minas Gerais, que o fato mencionado não ocorreu nas dependências do Hospital Luxemburgo e, sim, em um consultório da Medicina do Trabalho que fica no prédio administrativo, localizado fora do Hospital, durante um exame de avaliação de atestado médico de um funcionário.

Cumpre esclarecer que o Corpo Clínico do Hospital Luxemburgo é reconhecido por sua capacidade técnica, postura profissional ética e não pode ser associado a essa denúncia. 

O Instituto Mário Penna colabora com as investigações. O colaborador médico está afastado de suas funções até a conclusão do inquérito e, posteriormente, serão tomadas as providências cabíveis”.